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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ser Terapeuta



Terapia é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego. Você só pode ajudar o outro na medida em que você não é egoísta. No momento em que o ego entra, o outro se torna defensivo. O ego é agressivo; ele cria uma necessidade automática no outro de ser defensivo. O amor é não-agressivo. Ele ajuda o outro a permanecer vulnerável, aberto, não-defensivo. Portanto, sem amor não há terapia.


Terapia é uma função do amor. Logo, com ego você não pode ajudar. Você pode até mesmo destruir o outro. Em nome de ajuda você pode até mesmo obstruir o seu crescimento. Mas a psicologia ocidental está numa bagunça.

A primeira coisa: a psicologia ocidental ainda pensa em termos de um ego saudável. E o ego nunca pode ser saudável. É uma contradição do próprio termo. Ego, em si, é doença. O ego não pode nunca ser saudável. O ego está sempre levando você em direção a mais e mais doença. Mas a psicologia ocidental pensa (toda a mentalidade ocidental tem sido) que as pessoas estão sofrendo de egos fracos. As pessoas não estão sofrendo de fraqueza do ego, mas de muito egoísmo. Mas se a sociedade é orientada pela mentalidade masculina, orientada pela agressividade, o único desejo da sociedade é como conquistar tudo, então naturalmente você tem que abandonar tudo o que é feminino em você, você tem que abandonar metade do seu ser na escuridão - e você tem de viver com a outra metade. A outra metade nunca pode ser saudável, porque a saúde vem da totalidade. O feminino tem de ser aceito. O feminino é o não-ego, o feminino é receptividade, o feminino é amor.

Uma pessoa realmente saudável é alguém que está totalmente equilibrada entre o masculino e o feminino. De fato, é alguém cuja masculinidade foi cortada, destruída por sua feminilidade, que transcendeu a ambos, que não é masculino nem feminino - que simplesmente é. Você não pode categorizá-lo. Este homem é pleno, e este homem é são. E para este homem, no Oriente, nós sempre olhamos como o Mestre.

No Oriente, nós não criamos nada paralelo ao psicoterapeuta. O Oriente criou o Mestre, o Ocidente criou o psicoterapeuta. Quando as pessoas estão mentalmente perturbadas, elas vão à um psiquiatra no Ocidente; no Oriente elas vão à um Mestre. A função do Mestre é totalmente diferente. Ele não o ajuda a atingir um ego mais forte. Na verdade, ele faz você sentir que o ego que você tem já é demais. Abandone-o! Deixe-o ir!

Uma vez que o ego foi abandonado, subitamente você é um, pleno e fluídico. E não há nenhum bloco e nenhum obstáculo...

No Oriente, a nossa abordagem é de que o terapeuta não tem de fazer nenhum trabalho. O terapeuta torna-se simplesmente um veículo para a energia de Deus. Ele tem somente que estar disponível como um bambu oco, de maneira que Deus passe através dele. O curador tem de se tornar simplesmente uma passagem.

O paciente é um homem - aos olhos orientais - que perdeu o seu contato com Deus. Ele se tornou muito egoísta, e perdeu o seu contato com Deus. Ele criou uma tal muralha da China a sua volta que ele não sabe mais o que Deus é, ele não sabe mais o que é a totalidade. Ele está totalmente desconcertado das raízes, da própria fonte da vida. É por isso que ele está doente - mentalmente, fisicamente ou de qualquer outra maneira. A doença significa que ele perdeu a trilha da fonte. O curador (healer), o terapeuta no Oriente, tem como função conectá-lo com a fonte novamente. Ele perdeu a fonte, mas você ainda tem a conexão.

Você segura a mão da pessoa. Ela está escondida atrás de uma parede. Deixe-a estar escondida por detrás da parede. Mesmo se você puder segurar a sua mão através de um buraco na parede... se ela pode confiar em você, ela não pode confiar num Deus, ela não sabe o que Deus significa. A palavra tornou-se sem sentido para ela. Mas ela pode confiar no terapeuta, ela pode dar a mão ao terapeuta. O terapeuta está vazio, simplesmente em sintonia com Deus, e a energia começa a fluir. E esta energia é tão vital, tão rejuvenescedora, que mais cedo ou mais tarde ela dissolve aquelas muralhas da China em volta do paciente, ele tem um vislumbre do não-ego. Este vislumbre o faz são e pleno, nada mais o faz são e pleno.

Portanto, se o próprio terapeuta é um egoísta, então é impossível. Ambos são prisioneiros. Sua prisões são diferentes, mas eles não podem ser de grande ajuda. Toda a minha abordagem sobre terapia, é de que o terapeuta tem de tornar-se um instrumento de Deus. Eu não estou dizendo não saiba o know-how. Saiba o know-how! - mas faça este know-how disponível para Deus. Deixe Ele usá-lo. Aprenda psicoterapia, aprenda todos os tipos de terapias. Saiba tudo o que é possível saber, mas não se prenda- a isto. Ponha isto lá, deixe Deus estar disponível através de você. Permita Deus através de todo o seu know-how, permita à Deus fluir através de seu know-how. Deixe-o ser a fonte da cura e da terapia. Isto é que é amor.

O amor relaxa o outro. O amor dá confiança. ao outro. O amor banha o outro, cura as suas feridas. 



Osho

domingo, 23 de janeiro de 2011

Destino ou Destinação?

Google Imagens

Destino é uma palavra que vocês podem utilizar para descrever o caminho que é a história das suas existências de sofrimento e limitação, desafios e medo. E pode ser isso, mas existem outras opções, porque o seu destino pode ser a sua destinação, mas a sua destinação não está escrita no seu destino. 

O destino está escrito em seu carma, a história da sua experiência humana e a esperança de que vocês podem realizar o desejo de tornar-se a expressão do seu potencial mais elevado. Esse destino foi uma esperança longamente mantida e não cumprida, mas é uma destinação possível, entre muitas outras.

Vocês podem escolher o destino da sua experiência humana ou o novo caminho que a sua alma manteve por longo tempo para vocês, que é uma outra destinação da sua escolha. Embora tenham um caminho que está gravado em seu coração e em sua memória celular, há um conflito com o caminho que a sua alma intencionou para vocês, que se torna acessível ao liberar o medoCada momento contém o potencial para uma nova destinação ou para seguir o caminho do seu destino. 



É o objetivo do seu destino descobrir o desafio em seu grupo de alma, bem como o potencial para uma nova destinação em uma nova família de alma. Os relacionamentos de destino sempre foram com aqueles que partiram o seu coração, até vocês escolherem uma destinação com parceiros amorosos e completos. Faz parte do destino da sua vida conhecer a limitação, a pobreza e a carência até que vocês criem uma destinação de abundância ilimitada e os desejos do seu coração.

Não há força no universo que possa prever a sua destinação porque é sua a escolha de viver dentro do seu destino, experimentando o passado no presente, ou criando novas destinações que sejam ainda desconhecidas para vocês.Todavia, mesmo nessas destinações desconhecidas há um fio comum que são as bênçãos de paz, amor incondicional e alegria, que a sua alma sabe que é um potencial para vocês e para toda a humanidade. 

Escolham a sua destinação, e o seu destino humano pode permanecer no passado. Porque está em seu destino espiritual que a ascensão já foi escrita e através dela, vocês pode deixar a sua luz brilhar intensamente para iluminar o caminho para a destinação que vocês escolherem.




Uma mensagem do Arcanjo Uriel,
canalizada por Jennifer Hoffman
10 de Janeiro de 2011



Tradução de Ivete Brito – adavai@me.com/ – em 06/12/2010
Retirado do Site: http://portaldosanjos.ning.com

Nada Pode Ferir a Sua Alma


Há uma frase que as pessoas usam; elas dizem que sua alma está ferida ou que foram feridas “na alma”. Esta é uma expressão que ajuda a pessoa a comunicar a profundidade do sentimento, a profundidade da intensidade do ferimento que ela está vivenciando no fundo do seu coração. 

Mas o fato é que a sua alma não pode ser ferida. O seu eu humano está ferido e você pode sentir isso no fundo da sua alma, mas nada pode realmente ferir a sua alma. Sua alma, ou seu Eu Superior, é parte da Criação, e na sua alma verdadeira não existe nada além de paz, porque na sua alma verdadeira é como se você estivesse sentado no topo de uma montanha e pudesse ver tudo à sua volta. Nada surpreende a sua alma, e você está numa posição em que enxerga tudo porque está conectado com tudo no nível da alma. Então nada fere a sua alma.


As coisas ferem o seu eu humano e o seu espírito humano no fundo do seu ser. Geralmente o que fere as pessoas é a profundidade da desconexão entre elas. Abandono, traição e decepção são as experiências humanas que mais ferem. Estes tendem a ser os acontecimentos que mais “sacodem a alma” de um ser humano, por assim dizer. Mas a verdade é que, assim que sua vida humana termina e você deixa sua concha humana e reintegra o seu ser total à sua alma, você imediatamente reconhece que nada foi danificado. Você esteve numa viagem, mas não sofreu nenhum dano nem deixou cicatrizes. A idéia de estar ferido é puramente tridimensional, embora ressoe na quarta e quinta dimensões . 

A verdade sobre a sua alma é que ela não pode ser ferida. 

(Junho de 2009)


REGISTROS AKÁSHICOS SOBRE A CURA


Uma mensagem dos Registros Akáshicos canalizada por Jen Eramith MA
Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br  


domingo, 16 de janeiro de 2011

Terapia - Será Que Preciso Disso?

Na prática terapêutica e mesmo na vida diária, tenho observado pessoas com inúmeras restrições a uma indicação de terapia, feita por um profissional de saúde. Imediatamente sentem-se amedrontadas em relação ao “rótulo” que uma pessoa pode adquirir se, por determinado período de sua vida, sente-se deprimida, insegura, angustiada ou em pânico.... E, certamente, a maioria das pessoas sente ou já sentiu algum desses estados de alma mencionados. No entanto, dificuldades dessa natureza devem ser encaradas como conseqüências de nosso modo de viver, de nossa mente inquieta, de nossa vida de minutos e segundos contados.

Labirinto
Foto: Nelson Paes 

Pense alguns segundos e responda: Quantas vezes hoje prestou atenção à sua respiração ou agradeceu pelo fato de existir? Quantas vezes hoje se olhou nos olhos e enviou amor para você mesmo, perdoando-se por seus erros eventuais? Quantas vezes, hoje, lembrou-se de simplesmente SER, sem preocupações ou medo do futuro? 

A vida atual nos desvia de nosso interior, onde está a verdadeira fonte inesgotável de paz e tranqüilidade. São compromissos, trânsito, cafezinhos ao longo do dia de olho no relógio, contas a pagar, pressão incessante. 

Você precisa de terapia se, nesse momento, perdeu-se de si mesmo. Se não se reconhece mais como a pessoa que sonhou ser. Se tudo parece sem colorido e brilho. Se perdeu a alegria de viver. 

Se esses estados são ignorados por longos tempo, a doença física ou emocional instala-se pedindo a você a atenção, a parada necessária para reflexão. É necessário estar consciente de seus desejos e objetivos, dar direção e determinação a seus talentos.


                   Google Imagens
Perguntar-se: 
. o que quero para mim daqui a seis meses? 
. o que é prioridade em minha vida? 
. como materializar com eficácia meus objetivos? 
. quais são meus sentimentos sobre mim mesmo? 


Esse é o objetivo do auxílio terapêutico: acompanhar você nesse caminho de descobertas, para dentro de si mesmo. Através do autoconhecimento, conseguimos o equilíbrio interior necessário para viver com qualidade. 

Como nos ensina Paramahansa Yogananda: “...calma é o estado ideal com o qual deveríamos receber todas as experiëncias da vida. Só aqueles que desfrutam de harmonia em suas almas conhecem a harmonia que permeia toda a natureza. Quem quer que não tenha essa harmonia interior sente também sua falta no mundo. A mente caótica vê caos em toda parte. Aquele que tem paz interior, entretanto, pode permanecer nesse estado até em meio às discórdias que haja no seu interior. Aprecie plenamente a maravilha e a beleza de cada instante. Pratique a presença da paz. Quanto mais o fizer, mais sentirá a presença desse poder em sua vida.” 

E, além disso tudo, ame-se muito e a seus semelhantes. 

Angela Cunha

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Terra Não Consegue Mais Absorver Nenhum Abuso

Google Imagens


Vendo pela TV a situação das cidades atingidas pelas chuvas desse mês de janeiro, lembrei de um texto que li . É parte do prefácio do livro "Quando um Raio Atinge um Beija-Flor", de Foster Perry. Não li o livro mas já li livros da autora do prefácio, Barbara Hand Clow. 

O texto diz que precisamos nos reapaixonar novamente pelo nosso lar pois por muitas gerações perdemos a conexão com o coração planetário. Isso causou prejuízos e o resultado vemos a cada dia. Nosso planeta foi ignorado, as leis naturais foram pisoteadas em troca do lucro fácil de alguns e do descaso de muitos. Nesse momento nossa Terra não consegue mais absorver nenhum abuso. 

A cura pessoal leva à cura do nosso planeta, já que estamos todos interligados. Indivíduos conscientes criarão filhos conscientes e esse ciclo precisa se perpetuar. Não somos vítimas de nada e podemos tomar a atitude necessária para curar nosso mundo. Comecemos por nós, já que aparentemente nada podemos fazer ao olhar pessoas que perderam todos os seus bens e a esperança.

Mas por nós podemos fazer.
E a hora é AGORA.

Angela Cunha

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Reiki


A sala do hospital, cheia de leitos com lençóis brancos. Música clássica tocando baixinho, ambiente na penumbra. Era possível ver, com olhos bem treinados, luzes azuis, verdes e douradas rodopiando pelos leitos. Era também possível ver seres desencarnados deitados nos leitos, recebendo tratamento com cores e luzes e aparelhos desconhecidos, de médicos e curadores do espaço.

Momento de paz, brisa suave tocando a pele, como carícias ternas e invisíveis, confortando, curando, distribuindo amor e bem estar.Os trabalhadores encarnados se posicionaram um em cada leito, todos de branco e com os chacras cardíacos envolvidos em luz rosa.

Ela se concentrou e entrou em oração. Pediu para ser mais uma vez um instrumento de cura. Pediu coragem, força e intuição. Pediu ajuda ao seu mentor espiritual, à Jesus, a todos os médicos desencarnados ali presentes...A energia Reiki, energia pura de amor e cura, se espalhava pela sala. Juntos, todos eram um enorme manancial de energia de amor.

Um homem deitou em seu leito. Era um homem de meia-idade, com feições bonitas e ela sentiu o chacra cardíaco dele congestionado de tristeza e mágoa. Trabalhou ali com cores e Reiki, durante muito tempo. Ele parecia dormir.


Quando terminou seu trabalho, tocou seu ombro, dizendo que ele poderia levantar. Ele abriu os olhos e os fechou de novo. Lágrimas silenciosas escorriam dos olhos dele, seu peito tremia, soltando emoções possivelmente guardadas por longo tempo.

Ela esperou. Sentia o corpo envolvido em energia; todo seu ser vibrava.

Ele finalmente abriu os olhos úmidos e disse uma frase que ela jamais esqueceria: “Havia muito tempo que não recebia o que recebi aqui hoje. Meu coração estava dolorido e não está mais. Obrigado.”

Levantou do leito,  abraçou-a com carinho e se foi. Ela nunca mais o viu. Mas nunca mais o esqueceu.

(Angela Cunha)


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Regressão de Memória



Sempre me interessei por regressão de memória. Buscando cursos há alguns anos atrás, alguém me indicou a formação com Mauro Kwitko, que trabalha com Psicoterapia Reencarnacionista. O curso foi uma longa estrada de descobertas para mim, já que participei ativamente do processo de me olhar tão profundamente quanto pude. Foi doloroso mas hoje posso dizer que foi um caminho que lembrarei para sempre, e que trilharia novamente.

Não tive lembranças de "vidas" famosas, como alguns leigos costumam dizer, nem fui levada pela curiosidade. O meu objetivo principal era ter mais uma ferramenta para usar no atendimento no consultório. Sempre entendi que algumas dificuldades emocionais podem ter raízes muito mais antigas do que a infância atual. E o meu processo pessoal me mostrou que sim, há uma luz no fim do túnel.

Muitos sintomas tratados atualmente apenas com medicação pesada, sem resultados, aguardam bem lá no mais íntimo da nossa alma, pela luz do conhecimento da nossa consciência. Ter consciência é iluminar partes de nós antes escondidas e iluminar essas partes obscuras, descobrindo que o monstro não é tão feio como pensávamos.

É um processo que requer coragem e paciência. É um lindo trabalho cujo resultado ficará marcado para sempre em nosso corpo emocional, nos livrando de sintomas que nos assombravam.

Todas as pessoas podem participar desse processo. Inclusive pessoas com problemas cardíacos, se devidamente medicados, crianças, adolescentes, idosos, pessoas com uma doença terminal, pessoas com diagnósticos psiquiátricos, pessoas que sofrem de ansiedade, tristeza sem explicação, tendências suicidas, deprimidas, pessoas que não entendem certos sentimentos em relação a familiares ou não conseguem se encontrar no mundo profissional.

Nada será visto ou conhecido se a pessoa não estiver emocionalmente pronta. E se ela estiver, precisa se preparar para um mundo de descobertas, onde grandes modificações vão acontecer a ela, não impostas pelas lembranças, mas pela necessidade que ela mesma terá de promover essas mudanças, após ter se visto com mais clareza.

(Angela Cunha)
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