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segunda-feira, 31 de março de 2014

A MÃE ESTÁ LIVRE



Canalizadora: Sacred Scribe
Em 25 de março de 2014

Recebi esta comunicação telepática começando com "A mãe está livre" durante um tempo passado numa área com Energia particularmente forte da Terra que eu tive a oportunidade de visitar hoje.
A Mãe é para mim o nome de Gaia, como eu a chamo quando entro neste nível de comunhão com ela.

Este nome simplesmente apareceu, não o escolhi conscientemente.
Para mim, é um título muito íntimo para ela que vem de alguma antiga lembrança sagrada que eu apenas compreendo a intensidade.
Agora o restante da comunicação:

Ela agora está elevada por sua Vontade e poder, pois, como você sabe, ela escolheu um novo caminho e convidou vocês (a humanidade) para acompanhá-la.

Ela nos agradece por termos vertido e ancorado nela os raios cósmicos benéficos onde eles circulam por e através de suas leylines, e então irradiam novamente para que todos se beneficiem.
Ela está pronta para criar muito mais do que já criou com seus humanos benevolentes dispostos.

Ela espera efeitos grandemente acelerados com qualquer esforço sagrado genuíno de nossa parte.
Na intenção de se conectar às leylines/áreas sagradas da Terra, isso se dará.
Há inúmeros de seus pontos sagrados onde vocês estarão mais sensíveis à energia deles e eventualmente de todos e a Terra será novamente sagrada.
Se vocês escolherem um ponto em particular, vocês podem se conectar remotamente ou em pessoa.

Ela sugere passar um tempo apenas deitado na grama, conectado com ela, sentindo as energias dela e sonhando seus sonhos, ou simplesmente visualizando seu próprio reequilíbrio e regeneração e dela também.
Visualizem enterrar fundo as suas raízes na terra, conectando-se ao centro do coração sagrado dela; baixem mais raios cósmicos para ela/nós e então as leylines e a grade da consciência Crística se juntam.
Vocês são os conduítes para isto.
Vocês são o filho Cristo da trindade da Mãe, do Pai e do filho.

Ela os recorda de que as Árvores estão despertas.
Encostem seu terceiro olho no tronco de qualquer árvore, apreciem a inclinação e a conexão com a árvore.
Apresentem-se como outro aspecto benevolente da criação.
Esperem pacientemente e vocês receberão a cura vinda das árvores.
Elas podem ser apanhadas de surpresa, pois os humanos nunca se importaram com a comunicação com a consciência da árvore por muitíssimo tempo.

Elas são um dos seres mais completamente benevolentes e com muita alegria elas compartilharão sua energia fantástica com vocês.
Sua cura por elas será sentida energeticamente, leva pouco tempo para elas reequilibrarem vocês  energeticamente onde elas sabem que é necessário.
Passem mais tempo com a árvore se desejarem.
Peçam por algum insight e sabedoria vindos da perspectiva delas na existência delas.
Enviem a elas seu amor compassivo pelo serviço desinteressado delas.

A mãe carinhosamente nos recorda que ela desceu conosco por escolha.
Que foi inacreditavelmente traumático ser tão profundamente abusada e também ter sua consciência ignorada por tanto tempo.

Ela encoraja a compaixão por todos nós coletivamente, incluindo ela.
Agora, com a cura de todos nós, seu poder liberado é oferecido sem reservas, um poder pelo propósito de cura e cocriação consciente do novo lar da Terra Sagrada.


Tradução: Blog Sintese http://blogsintese.blogspot.com

quarta-feira, 26 de março de 2014

CUIDANDO DO NOSSO JARDIM DA VIDA


Por Suzanne Lie PhD
Em 23 de março de 2014

Pela maioria de nossas encarnações terrenas nós não estávamos cientes de nossos poderes de criação.

Entretanto, agora que a luz superior está se embutindo profundamente em nossa consciência, nós estamos ficando cientes de que NÓS somos os criadores de nossa realidade.

Ao refletirmos sobre criar nossa própria realidade, devemos observar as situações em que acreditamos que não temos controle e até nos sentimos vitimizados.

Nós criamos essas situações?

Karma as criou ou foi nosso EU Multidimensional o criador?

A resposta é sim para essas três perguntas.

Nós criamos nossa realidade através de nosso próprio eu inconsciente, consciente ou superconsciente.

A fim de sermos criadores conscientes, nós devemos estar dispostos a aceitar que nós somos os criadores de toda situação, mesmo se consideramos desafiadora.

Enquanto estamos envolvidos numa situação sobre a qual sentimos que não temos escolha ou controle dela é difícil acreditar que somos os criadores de nossa realidade.

Portanto, é útil examinar os três níveis de nosso "eu criador", que é o nosso eu inconsciente, nosso eu consciente e nosso eu superconsciente.


Eu Insconsciente

Começaremos com nosso eu inconsciente, pois normalmente é esta nossa parte que se envolve em uma situação indesejada.

O nosso inconsciente é inclinado a criar realidades em que um negócio antigo e inacabado surge para ser curado.

Essas experiências frequentemente vêm de nossas vidas passadas, paralelas e/ou alternativas.

Essas situações normalmente são rotuladas como "karma" porque são padrões que vivemos e revivemos durante inúmeras encarnações.

AGORA esses padrões estão entrando em nossa consciência através de uma "situação indesejada" porque a luz está entrando na estrutura celular das nossas antigas feridas psíquicas.

Quando essas feridas chegam à superfície de nossa consciência, nós lidamos com elas em uma situação que parece estar além de nosso controle.

E então, temos a oportunidade de curar vidas passadas, alternativas e paralelas que nós podemos não termos nos sentido fortes o suficiente para tratar até agora.

Este processo é bem parecido com começar um novo jardim numa área de nosso quintal/consciência que estava ignorada.

Como vamos cultivar o "novo solo", nós devemos retirar as pedras que interferirão com as raízes tenras de nossas "plantas" novas.

E também, nós temos que arrancar as "ervas daninhas" para que elas não atinjam nossas flores novas.

Se não arrancarmos as ervas daninhas pela raiz, elas voltarão outra vez.

Quando uma circunstância indesejada surge em nossa vida, nós queremos dizer que não é culpa nossa.

Entretanto, esta é a nossa vida/jardim e é nossa responsabilidade arrancar as ervas daninhas e examinar as raízes.

Antes de decidirmos cultivar um novo jardim naquela área de nossa vida, as ervas daninhas eram ignoradas.

Entretanto, assim que decidimos que queremos ser os criadores de nosso jardim, nós devemos arrancar cuidadosamente as ervas daninhas para que não restem raízes no solo.

Nós poderíamos aplicar veneno nas ervas daninhas, mas então nós estaríamos contaminando o solo em que as ervas crescem.

Esse solo representa o nosso corpo terreno, que está se preparando para a transmutação em luz.

Portanto, nós devemos amar incondicionalmente o solo e qualquer coisa que nós permitimos crescer nele.


Eu Consciente

Quando nos tornamos mais conscientes de nossos poderes inatos de criação, nós nos sentimos preparados para assumir a responsabilidade pelo que nós permitimos crescer em nosso jardim/vaso terreno.

Quando observamos o jardim de nossa criação, nós podemos ver onde as ervas daninhas, que na verdade são plantas nativas daquela área, continuam crescendo.

Essas ervas daninhas representam hábitos e comportamentos que se tornaram nativos em nosso quintal/vida.

Essas ervas daninhas estiveram em nosso quintal pela maior parte de nossa vida e criaram raízes profundas.

Assim que percebemos que esses hábitos e comportamentos prejudicam o jardim de nossa vida, nós podemos começar a liberá-los por examinar profundamente nossos relacionamentos com o nosso eu e com outros.

Este autoexame normalmente não é confortável, mas nós nos sentimos mais no controle de nossa própria vida.


Eu Superconsciente

A luz superior provinda do Centro Galáctico agora está entrando em nosso jardim, o que está permitindo que novas plantas cresçam em abundância.

Essas plantas são cheias da luz galáctica de mudança e também da luz violeta de transmutação.

Se permitirmos e até encorajarmos essa luz galáctica a entrar em nosso jardim, um jardim que nós somente percebíamos em nossos sonhos e meditações, ele entrará em nosso conhecimento.

Nosso desafio é integrar essas novas plantas em nosso jardim enquanto nós ainda alimentamos o que resta do antigo.

Quando permitirmos a integração da nova luz em nossa vida, nós recuperaremos a lembrança de nosso poder de transmutação.

Algumas plantas de nosso jardim avidamente aceitarão nossa transmutação.

Mas algumas plantas não conseguirão suportar a luz superior e podem precisar serem amadas e liberadas.


Criando a Ascensão Planetária

Nosso eu superconsciente nos lembra de que nós escolhemos usar um vaso terreno para assistir Gaia com Sua ascensão.

Com a conscientização da importância de nossa encarnação, nós podemos começar a cultivar o nosso "caminho de ascensão".

As amadas plantas cheias de luz galáctica cercarão nosso caminho, enquanto o amor e a luz orientarão nossa jornada.

Ao trilharmos esse caminho, ele se transmuta em um portal de luz que nos retorna ao nosso EU Multidimensional.

Este "portal de retorno" ressoa à frequência de assinatura do amor incondicional que nos orientou a primeiro criarmos nossa entrada no Planeta Terra de Gaia.

Muitos de nós viemos assistir Gaia na queda de Atlântida e nós prometemos retornar ao Seu corpo de novo e de novo até o ponto de ignição da ascensão planetária.

Muitos de nós assumimos uma forma novamente para assistir Gaia cruzar a "linha de chegada".

Trilhar nosso caminho fundiu nosso eu superconsciente com nosso eu multidimensional que se lembra de muitas de nossas encarnações na Terra de Gaia.

Algumas vidas foram cheias de amor, algumas foram cheias de medo, algumas foram cheias de sucesso e algumas foram cheias de fracasso.

Entretanto, todas elas nos deram uma oportunidade para aprender sobre sermos criadores inconscientes, conscientes e superconscientes de nossa vida.

Gaia também tem uma frequência de assinatura que representa Seu portal planetário de retorno.

Ao seguirmos a luz e amor de nosso portal de retorno, nós ativamos nosso núcleo de cristal.

Com a ativação de nosso núcleo de cristal, nosso portal retorna para o centro da Terra Interna para ser alinhado com o núcleo de cristal de Gaia.

Desta maneira, os muitos portais pessoais tornam-se UM portal planetário.

Este portal planetário de luz multidimensional e amor incondicional retorna as pessoas e o planeta Lar para as expressões superiores de nosso EU Multidimensional.


Tornando-se um Mestre

Tudo que o nosso subconsciente, consciente e superconsciente criam começa com um pensamento que se funde com uma emoção para se tornar uma "forma-pensamento".

Quando colocamos nossa atenção nessa forma-pensamento, nós a geramos em uma realidade, situação ou evento.

A fim de criarmos ascensão, nós devemos nos tornar os mestres de nossos pensamentos e emoções.

Esta mestria começa pelo reconhecimento de que NÓS somos os criadores de nossa vida.

Então, mesmo se sentimos que somos uma "vítima", há uma importante lição a ser aprendida que estimulará a jornada pelo nosso caminho.

Quando nós aceitamos a verdade de que NÓS somos os criadores de nossa vida, as ilusões da terceira dimensão começam a esvanecer e nós podemos nos focar claramente na cocriação da ascensão planetária.

Nosso EU Multidimensional nos recorda que nós escolhemos assumir um vaso terreno durante o processo de ascensão.

Esse vaso terreno serve como uma âncora para que nossas energias multidimensionais possam se fundir com o corpo planetário de Gaia.

Com esta conscientização, nossa consciência pessoal se expande para a nossa consciência planetária e o nossoeu inconsciente, consciente e superconsciente se integra ao nosso EU Multidimensional.

Nosso EU Multidimensional está ciente de que a frequência de assinatura de nosso portal de retorno não é um local, mas um estado de consciência.

Este "estado de consciência" é o nosso portal interdimensional de retorno ao LAR para a quinta dimensão e acima.

Ao fundirmos nosso cristal central com o cristal central de Gaia, nós deixamos a ilusão do tempo tridimensional para realinhar com o AGORA do UM para criar essa ascensão no AQUI AGORA.


Nota de Sue:

Eu escrevi e reescrevi este artigo mais vezes do que consigo contar.

Em Cuidando do nosso jardim eu descobri que algumas das novas flores de luz estavam brilhando nas velhas flores da ilusão.

O download da luz superior levantou "negócios inacabados" que eu estava evitando porque não queria confrontar.

Esta confrontação não correu bem, ela mostrou hábitos e comportamentos que precisavam e ainda precisam ser transmutados.

O caminho da ascensão não é para os fracos de coração, pois nós precisamos olhar para o nosso eu outra e outra vez.

Muitas coisas têm ocorrido e continuarão a ocorrer que poderiam nos vitimizar.

Portanto, nós precisamos nos lembrar de amar incondicionalmente o nosso eu enquanto a luz superior limpa a ilusão para revelar aquilo que nós escondemos de nosso eu consciente.



Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com

segunda-feira, 24 de março de 2014

ENCONTRANDO NOSSO EU DO PASSADO FORA DO TEMPO



Esse é o método de regressão de memória mais semelhante ao que uso agora e que me foi intuído durante meus atendimentos ao longo dos últimos anos. Ele faz parte de minhas ferramentas de trabalho e está incluído no Sistema Terapia Ascensional Integrada.
Estou muito feliz  pela leitura desse artigo e agradeço a todos que contribuíram para que isso pudesse acontecer. 

Angela Cunha

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Neste artigo, Gerrit explora as consequências do conceito não linear de tempo no campo da terapia de regressão. Argumenta que entrar em contato com outras vidas não é apenas lembrar-se de algo que passou e terminou, mas interagir com presenças vivas que ainda estão crescendo e se desenvolvendo como nós. Basicamente, o passado é tão aberto e indeterminado quanto o futuro. Isto lança uma nova luz sobre o significado da terapia de regressão e oferece maravilhosas possibilidades de cura.

Dos campos da ciência, filosofia e misticismo, vem a alegação de que a progressão linear do tempo, da maneira que a vivenciamos, na verdade não existe. Isto se expressa com mais evidência na Teoria da Relatividade de Einstein, que mostra claramente que o “agora” não é um momento único.

O momento que é vivenciado por uma pessoa como “agora”, pode estar no futuro para outra pessoa e no passado para mais outra, dependendo de suas respectivas posições no espaço e de seus movimentos.

Acontecimentos que ocorrem no mesmo tempo para um observador, podem ocorrer em tempos diferentes para outro. Mas se o “agora” não é singular, nem um evento único, então nosso conceito tradicional de tempo cai por terra, do mesmo modo que a divisão do tempo em presente, passado e futuro.

Isto quer dizer que o passado não é fixo. 
Tudo acontece no “agora” – inclusive nossas vidas “passadas”.

O que isto significa para a terapia de reencarnação e para a tarefa do terapeuta de regressão?
Para responder esta pergunta, deixe-me primeiro abordar o significado das memórias.

Quando nos lembramos de algo, estamos percebendo psicologicamente outro ponto no tempo; estamos conectando nosso próprio “agora” com outro “agora” que, para nós, está no passado. Entretanto, se o passado, o presente e o futuro são de fato um “agora” estendido, então o passado não é algo que esteja definitivamente acabado.

Lembrar não é um processo passivo, mas uma interação com uma energia viva, isto é, uma interação com a parte de nós que está vivendo esse momento particular do passado na sua realidade-“agora”. Inclusive, quando percebemos o eu do passado através da lembrança, a interação ocorre nos dois sentidos.

Ao nos conectarmos com um tempo no passado, tocamos esse outro “agora” com a nossa energia e o influenciamos, assim como recebemos energia e informações em troca.

Se o tempo linear é uma ilusão, lembrar é comunicar-se.

A lembrança é, de fato, um processo de comunicação. Lembrar é comunicar-se com o passado. Isto também se aplica às memórias de vidas passadas. Aqui, também, ocorre uma troca energética entre o eu do presente e o eu do passado.

Em algum nível, todo terapeuta de regressão sabe disto. Um bom terapeuta nunca pedirá ao seu paciente para tentar se lembrar de alguma coisa. Ele sempre sugerirá que ele se mova em direção e ela durante a regressão.

Por exemplo, ele poderá dizer “Vá para a verdadeira origem do problema.” O terapeuta sabe que esta última abordagem funciona melhor que a primeira. Por quê? Porque esta instrução corresponde melhor ao que está realmente acontecendo. Há algo para o qual se direcionar; um outro “agora” no qual o evento traumático foi vivenciado primeiro.

O que acontece quando você conecta seu “agora”, seu presente, com outro “agora” e começa a se comunicar com seu eu passado que vive nesse outro “agora”?

O resultado desse processo de comunicação é a criação de um “agora novo e compartilhado”.

No momento em que você inicia um diálogo com outra pessoa (no caso, o seu eu “passado”), você passa a compartilhar o “agora”, o mesmo presente. E, deste “presente compartilhado”, surgem novas possibilidades; isto significa, especificamente, que você pode enviar cura e compreensão para o seu eu passado, influenciando, assim, o passado de um modo real.

Como o passado não está terminado, em termos absolutos, você pode modificá-lo a partir do futuro.

O que o conceito acima significa para a terapia de reencarnação?

Na minha experiência, existem três consequências importantes:

I. CURA O PASSADO EM VEZ DE REVIVÊ-LO

De acordo com o ponto de vista tradicional, o que podemos fazer com experiências dolorosas do passado, na terapia de regressão, é revivê-las e assim aparar as arestas agudas dessas experiências. Tomemos como exemplo uma pessoa que tenha medo de altura. Ela vai a um terapeuta e descobre que, ao que lhe parece, ela teve uma vida anterior na qual morreu devido a uma queda. Este acontecimento é repassado inúmeras vezes até que o medo de altura aparentemente desapareça.

A visão tradicional é que a queda fatal numa vida anterior criou um medo que não foi processado suficientemente de alguma forma, e o resultado é que acabou se manifestando nesta vida como medo de altura. Conscientizar-se da causa do medo e revivê-la parece trazer a solução.

Entretanto, acredito que o que realmente acontece é o seguinte: em algum lugar do espaço-tempo, alguém está caindo e sentindo medo. O medo é tão intenso que um grito de socorro é enviado pelo espaço-tempo e captado por uma encarnação com estrutura psíquica relacionada ou por uma encarnação da mesma alma, que então vivencia esse grito de socorro como um medo de altura. Quando essa pessoa entra em regressão, ela conecta sua própria consciência com a da pessoa que está caindo e, deste modo, seu medo de altura é aliviado.

No meu ponto de vista, a chave para abandonar o medo não é revivê-lo, mas acrescentar uma consciência amorosa e clara ao medo. Esta consciência lúcida é você, no presente. 

Quando procura alcançar o passado com clareza mental e intenção de curar, você realmente toca o seu eu do passado que está sofrendo, como se você fosse um guia espiritual, ou um “anjo da guarda”, se preferir. Ao agir como um guia ou anjo e sentir compaixão pela pessoa ansiosa que é o seu outro eu, você consegue se libertar da sua fobia e encontrar paz.

No passado, a pessoa que está caindo pode ter uma sensação de paz e entrega. Neste caso, ela pode morrer num estado de entrega, de modo que o trauma resultante dessa morte seja menos intenso. Ao criar o passado desta forma, seu presente é afetado e você, por sua vez, é libertado do seu medo de altura. 

Esteja com seu eu do passado como seu guia ou “anjo da guarda”.

Reviver o trauma de uma vida passada – técnica que é muito usada na terapia de regressão – só faz sentido de forma limitada. No pior dos casos, pode trazer à tona muita ansiedade e tensão desnecessárias.

Sinto que é bem melhor para o paciente entrar na terapia de regressão como um auxiliar, um guia e amigo dos seus eus passados que estão sofrendo. Deste modo, ele não se identifica com o problema, mas muito mais com a solução: ele não é a vítima, mas o curador; não precisa reviver a escuridão, mas levar sua luz a ela.

Especificamente, antes de entrar numa vida passada, convido meus pacientes a se verem como um ser de Luz, um anjo que pode viajar através do tempo e do espaço. Quando eles sentem a verdade disto, peço-lhes que estendam a mão para a pessoa traumatizada que encontrarem em uma vida passada e que a ajudem, envolvendo-a com amor, encorajamento e compreensão.

Uma vez tive um paciente que pensou em suicídio durante um período muito difícil de sua vida, no qual sofreu de depressão. Num determinado momento, ele ouviu uma voz que o encorajou e lhe disse que não precisava tirar sua própria vida. Era uma voz de confiança e segurança. Aconselhei-o a viajar do presente para aquela época difícil do seu passado, como um anjo. No fim do exercício, ele percebeu que aquela voz tinha sido ele mesmo; do futuro ele próprio se ajudou a passar por aquele período difícil.

II. ABORDA A ANSIEDADE INEXPLICÁVEL COMO UM PEDIDO DE AJUDA

Muitas pessoas sofrem de um medo inexplicável que está sempre presente em segundo plano. Pode estar misturado com outros sentimentos, como tristeza, dor ou raiva. Geralmente é um sentimento que esteve presente desde a infância, sem nenhuma razão aparente.

Por trás desse medo há sempre um grito de socorro.
É um chamado que vem de um outro “agora”, uma outra vida, ou às vezes, da infância da pessoa.

No meu ponto de vista, o objetivo da terapia de regressão é descobrir o que é esse medo, e ajudar essa outra pessoa do mesmo modo que você ajudaria um amigo querido que estivesse necessitado. Você vai a essa pessoa, conversa com ela com palavras encorajadoras, e envolve-a com apoio, amor e compreensão.

Em vez de considerar o medo persistente como sinal de que alguma coisa está estranha e irrevogavelmente errada com você, você o observa como algo que não pertence a este “agora”, mas a um outro “agora”, a um outro “você” que está pedindo ajuda.

Você – o paciente – é aquele que pode solucionar esse medo, enxergando-o como um pedido de socorro de outra pessoa e envolvendo esse medo com compreensão e simpatia. Essa “outra pessoa” é você em outro “agora”.

No momento em que você encontrar essa pessoa e observá-la com uma consciência compassiva e neutra, seu medo se tornará compreensível para você e será mais fácil aceitá-lo e gradativamente se desapegar dele. A ansiedade é liberada quando você a vê como problema de outra pessoa, porque, desta forma, você se desassocia da energia do medo.

A partir da perspectiva objetiva do “agora”, na qual geralmente não há nenhum motivo para o medo, você percebe que é maior do que o medo e que é capaz de acolhê-lo com uma consciência mais expandida.

Assim, o medo se transforma no portal que o leva a uma outra vida, que o conecta a um outro “agora”.

Ao se permitir mover gradativamente em direção a esse medo na terapia de regressão, você descobre a origem dele e pode começar a curá-lo. Geralmente, para criar a mudança necessária e se desassociar do medo, basta simplesmente fazer a pergunta: “A quem pertence o medo que eu sinto?” 

Tratando-o como um pedido de ajuda vindo de outro ponto do tempo-espaço, você cria uma ponte para o medo. Esta ponte faz duas coisas que são benéficas: cria uma distância entre você e o medo, e leva a cura para o medo.

III. CRIA UM NOVO PASSADO

Outra possibilidade que surge desta nova forma de ver o tempo-espaço é a de recriar o passado. Se o passado não é fixo e acabado, e lembrar-se dele é trocar energia com ele, então nosso ponto de vista tradicional sobre causalidade vai por água abaixo.

Tradicionalmente, as coisas não podem ser causadas por eventos do futuro, só por eventos do passado. Mas o que dizer do homem aflito do exemplo acima? Aquele que ouviu uma voz do futuro dizendo-lhe para ter fé e por isso acabou decidindo continuar vivendo? Neste caso, o futuro parece ter tido um impacto real sobre o passado. 

Como a ideia de criar um novo passado repercute na terapia de regressão?

Eu geralmente convido meu paciente a reescrever o passado da seguinte forma. Depois que ele se conscientizou do trauma ocorrido em outra vida, sugiro que se conecte com a personalidade da vida passada antes do trauma ocorrer.

Quase sempre existe um momento crítico no tempo, no qual a personalidade poderia ter escolhido um caminho diferente, um caminho que teria levado a um futuro mais benéfico, no qual o drama não teria ocorrido. Enquanto se está na terapia de regressão, ainda é possível escolher o caminho que não foi seguido; pode-se tomar a senda ou “linha de tempo” alternativa e ativá-la.

Imagine uma mulher sensitiva e profética, que foi queimada na fogueira como bruxa numa vida anterior. Houve momentos nessa vida, na qual ela percebeu que precisava se proteger melhor, ou fugir talvez, ou cortar os laços com determinadas pessoas.

Na terapia de regressão, ela tenta conectar-se com esse momento crucial, esse momento no qual ela poderia ter feito escolhas que teriam evitado sua morte na fogueira. Se a paciente conseguir conectar-se emocionalmente com uma linha de tempo alternativa que podia ter se desenvolvido, o trauma é parcial ou completamente apagado do seu passado.

Para se conseguir isto, são necessários os seguintes passos:

- O paciente faz uma conexão emocional com a vida passada traumática. O ponto de entrada normalmente é o momento do próprio trauma.

- Em seguida, ele volta no tempo para o momento anterior ao trauma, quando a escolha decisiva ainda é possível.

- O paciente, então, começa a se comunicar com a pessoa que ele era nessa vida anterior. E lhe explica porque ela deveria escolher a opção positiva. Ele a encoraja e lhe oferece insights a partir da perspectiva mais ampla que ele tem agora. Isto cria um “agora” novo e compartilhado, com possibilidades de cura para ambas as partes.

- A personalidade da vida passada sente-se inspirada a tomar um rumo novo e diferente e os eventos traumáticos não acontecem mais.

Quando você envia cura para uma vida passada, ela, em troca, envia cura de volta para você.
Ao criar um novo passado, o presente é alterado também.

De acordo com este ponto de vista, o passado não é fixo: o passado, como o futuro, é um oceano de possibilidades. A partir do presente, do nosso “agora” atual, sempre podemos escolher o caminho a tomar, a linha de tempo a ativar, tanto no passado quanto no futuro.

Nossas vidas acontecem num continuum espaço-temporal, que se move e muda constantemente; estamos constantemente interagindo com nossas outras vidas e elas conosco. A parte que faz essa interação é a nossa consciência, nossa percepção consciente. Esta parte é nossa essência e independe de tempo e espaço.

Ela viaja através da teia do espaço-tempo, mas não está no tempo. É a nossa parte que é eterna e imutável. Por ser independente de tempo e espaço, nossa consciência é uma fonte de Luz e cura para tudo o que existe no tempo. Quanto mais conscientes nos tornamos, mais entramos num plano atemporal, a partir do qual irradiamos luz para todas as nossas vidas.

CONCLUINDO:

Entendo que a introdução desta perspectiva nova e fascinante sobre tempo e causalidade na área da terapia de regressão levanta muitas questões que não podem ser respondidas no contexto deste breve artigo. No entanto, sinto que um conceito não linear de tempo, que é muito mais flexível do que nosso conceito tradicional, oferece grandes promessas para esta área e faz muito mais justiça à misteriosa natureza da nossa alma.

A alma é como um sol com inúmeros raios, cada um representando uma vida que expressa uma parte do nosso Eu. Todos os raios irradiam suas luzes simultaneamente, ao mesmo tempo em que estão conectados em suas raízes, interagindo uns com os outros através do centro do sol.

Há muitos anos atrás, eu estava sentado à beira de um lago num dia quente de verão, observando como a água refletia a luz do sol. Pensei na vida como um ser humano na Terra. Os padrões irregulares das manchas de luz na água, juntamente com o calor, tinham um efeito hipnótico em mim. A imagem de um sol eternamente brilhando, que se dividia em incontáveis manchas de luz dançantes, parecia oferecer uma metáfora do que era a vida. 

As manchas de luz são as muitas vidas humanas que vivemos, sendo que cada uma delas, a seu próprio modo imperfeito, reflete uma fonte superior. Juntas elas executam a perpétua dança da vida; juntas elas criam um todo perfeito. Na realidade, não existe nenhum tempo; tudo existe em um único e grande presente. Quando uma das manchas cresce devido ao movimento da água, outra imediatamente se encolhe.

Todos nós temos inúmeras vidas na Terra e elas são interconectadas de maneiras dinâmicas e profundamente significativas. Todas essas vidas estão direcionadas ao mesmo propósito. Juntas elas refletem uma fonte superior; juntas elas são o todo.

Acredito que o mesmo vale para a humanidade em geral.
Em um nível interior profundo, estamos todos conectados com a mesma fonte de Luz.
É nossa missão expressar essa fonte de Luz da melhor forma que pudermos, no tempo.


Gerrit Gielen
janeiro de 2014
www.jeshua.net




Por favor, respeite todos os créditos ao compartilhar
http://stelalecocq.blogspot.com/2014/03/encontrando-nosso-eu-do-passado-fora-do.html
@ Gerrit Gielen 2014 - www.jeshua.net
Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br - www.jeshua.net/por
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