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domingo, 16 de janeiro de 2011

Terapia - Será Que Preciso Disso?

Na prática terapêutica e mesmo na vida diária, tenho observado pessoas com inúmeras restrições a uma indicação de terapia, feita por um profissional de saúde. Imediatamente sentem-se amedrontadas em relação ao “rótulo” que uma pessoa pode adquirir se, por determinado período de sua vida, sente-se deprimida, insegura, angustiada ou em pânico.... E, certamente, a maioria das pessoas sente ou já sentiu algum desses estados de alma mencionados. No entanto, dificuldades dessa natureza devem ser encaradas como conseqüências de nosso modo de viver, de nossa mente inquieta, de nossa vida de minutos e segundos contados.

Labirinto
Foto: Nelson Paes 

Pense alguns segundos e responda: Quantas vezes hoje prestou atenção à sua respiração ou agradeceu pelo fato de existir? Quantas vezes hoje se olhou nos olhos e enviou amor para você mesmo, perdoando-se por seus erros eventuais? Quantas vezes, hoje, lembrou-se de simplesmente SER, sem preocupações ou medo do futuro? 

A vida atual nos desvia de nosso interior, onde está a verdadeira fonte inesgotável de paz e tranqüilidade. São compromissos, trânsito, cafezinhos ao longo do dia de olho no relógio, contas a pagar, pressão incessante. 

Você precisa de terapia se, nesse momento, perdeu-se de si mesmo. Se não se reconhece mais como a pessoa que sonhou ser. Se tudo parece sem colorido e brilho. Se perdeu a alegria de viver. 

Se esses estados são ignorados por longos tempo, a doença física ou emocional instala-se pedindo a você a atenção, a parada necessária para reflexão. É necessário estar consciente de seus desejos e objetivos, dar direção e determinação a seus talentos.


                   Google Imagens
Perguntar-se: 
. o que quero para mim daqui a seis meses? 
. o que é prioridade em minha vida? 
. como materializar com eficácia meus objetivos? 
. quais são meus sentimentos sobre mim mesmo? 


Esse é o objetivo do auxílio terapêutico: acompanhar você nesse caminho de descobertas, para dentro de si mesmo. Através do autoconhecimento, conseguimos o equilíbrio interior necessário para viver com qualidade. 

Como nos ensina Paramahansa Yogananda: “...calma é o estado ideal com o qual deveríamos receber todas as experiëncias da vida. Só aqueles que desfrutam de harmonia em suas almas conhecem a harmonia que permeia toda a natureza. Quem quer que não tenha essa harmonia interior sente também sua falta no mundo. A mente caótica vê caos em toda parte. Aquele que tem paz interior, entretanto, pode permanecer nesse estado até em meio às discórdias que haja no seu interior. Aprecie plenamente a maravilha e a beleza de cada instante. Pratique a presença da paz. Quanto mais o fizer, mais sentirá a presença desse poder em sua vida.” 

E, além disso tudo, ame-se muito e a seus semelhantes. 

Angela Cunha

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