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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Reiki


A sala do hospital, cheia de leitos com lençóis brancos. Música clássica tocando baixinho, ambiente na penumbra. Era possível ver, com olhos bem treinados, luzes azuis, verdes e douradas rodopiando pelos leitos. Era também possível ver seres desencarnados deitados nos leitos, recebendo tratamento com cores e luzes e aparelhos desconhecidos, de médicos e curadores do espaço.

Momento de paz, brisa suave tocando a pele, como carícias ternas e invisíveis, confortando, curando, distribuindo amor e bem estar.Os trabalhadores encarnados se posicionaram um em cada leito, todos de branco e com os chacras cardíacos envolvidos em luz rosa.

Ela se concentrou e entrou em oração. Pediu para ser mais uma vez um instrumento de cura. Pediu coragem, força e intuição. Pediu ajuda ao seu mentor espiritual, à Jesus, a todos os médicos desencarnados ali presentes...A energia Reiki, energia pura de amor e cura, se espalhava pela sala. Juntos, todos eram um enorme manancial de energia de amor.

Um homem deitou em seu leito. Era um homem de meia-idade, com feições bonitas e ela sentiu o chacra cardíaco dele congestionado de tristeza e mágoa. Trabalhou ali com cores e Reiki, durante muito tempo. Ele parecia dormir.


Quando terminou seu trabalho, tocou seu ombro, dizendo que ele poderia levantar. Ele abriu os olhos e os fechou de novo. Lágrimas silenciosas escorriam dos olhos dele, seu peito tremia, soltando emoções possivelmente guardadas por longo tempo.

Ela esperou. Sentia o corpo envolvido em energia; todo seu ser vibrava.

Ele finalmente abriu os olhos úmidos e disse uma frase que ela jamais esqueceria: “Havia muito tempo que não recebia o que recebi aqui hoje. Meu coração estava dolorido e não está mais. Obrigado.”

Levantou do leito,  abraçou-a com carinho e se foi. Ela nunca mais o viu. Mas nunca mais o esqueceu.

(Angela Cunha)


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