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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Dança do Orixá

Uma mulher me procurou há uns 4 anos com uma profunda depressão e sintomas de pânico. 
Ela tivera problemas também com o centro espírita onde trabalhava há alguns anos e não conseguia se desligar de lá. Isso a deixava muito triste. 

Começamos a trabalhar e ela foi melhorando e se sentindo mais animada a cada sessão. Depois dos primeiros atendimentos, a cada vez que terminávamos a sessão, enquanto falava com ela, uma imagem sempre me aparecia. Eu via um orixá que me parecia de Candomblé, usando aquela vestimenta de palha, e esse orixá dançava todo o tempo. Eu não cheguei a dizer a ela o que via ,inicialmente, e nem entendia o que significava. Mas a imagem sempre aparecia no fim das sessões.

No dia em que falei a ela sobre o que via, tive junto com a imagem a mensagem de que ela teria um dia o seu próprio centro. Naquele momento isso parecia impossível. Ela não estava pronta por todos os sintomas que tinha e não havia se desligado ainda do centro onde esteve por anos. Mesmo assim, comuniquei a ela o que estava acontecendo.

Com o passar do tempo, sua melhora se consolidou. Principalmente depois que conseguiu ter uma conversa definitiva com a dirigente do centro ao qual pertencia e se desligar definitivamente de lá. Segundo ela, foi muito mais fácil do que havia imaginado. Sentiu-se livre, depois disso. Nessa época, não mais se sentia deprimida e nem apresentava mais nenhuma crise de pânico. 

Interrompemos os atendimentos, por vontade dela, conforme se sentiu melhor e mais fortalecida.

Meses depois iniciou, com a orientação de seus guias espirituais, reuniões mensais de atendimento espíritual. Um ano depois, abriu seu próprio centro espírita. Hoje tem filhos e filhas de santo sob sua responsabilidade. Aqueles dias de depressão ficaram no passado.

Fui convidada para uma festa em seu centro, ano passado. Durante as comemorações, a entidade que é mentora do lugar me chamou e me agradeceu pelo que fiz pela sua protegida. Senti uma forte emoção na sua presença. Não sei se essa era a entidade que eu via dançar. Mas de qualquer modo, saber que meu trabalho possibilitou o desabrochar dessa pessoa para sua missão, me fez agradecer muito pela oportunidade.

(Angela Cunha)

5 comentários:

  1. Olá! Chegando através do BU no facebook. Percebi que temos algumas coisas em comum, por isso já me instalei entre seus seguidores.
    Sou um ser humano em reciclagem...mas totalmente ligada ao exterior...preciso me aperfeiçoar.
    Muita luz e paz
    Abraços

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  2. Oba, seja bem vinda! Que bom que veio..

    Beijo pra você, menina.

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  3. Lindo!! Adorei esse post!! Bjs

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  4. adorei ... extremamente emocionada que fiquei !!! to adorando ler e ver suas postagens ... um bjo grande .

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  5. Que bom, Fabiana e Simone!
    Voltem sempre.

    Bjs

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