Iniciando o trabalho terapêutico com uma mulher, listamos suas queixas e uma delas era uma fome que não tinha fim.
Ela relatou que sentia fome o dia inteiro e assaltava a geladeira vezes sem conta. Mas a fome permanecia.
Trabalhamos com Terapia Multidimensional e vi a seguinte cena:
Um menininho de uns seis anos foi separado de seus pais durante a Segunda Guerra Mundial e era prisioneiro num campo de concentração, junto com outras crianças pequenas. Sentia fome e frio todo o tempo e total desamparo. A paisagem era feia e fria, com o sofrimento estampado nas faces das crianças ali. Desencarnou depois de um tempo com essas sensações.
A Equipe de Cura entrou nessa cena com sua presença amorosa e resgatou o corpinho frio e magro do menino. Após desintegrar a cena com luz azul, o menino foi instalado num quarto que deveria ser uma cópia de seu quartinho de antes.
Uma cama fofa e aconchegante o esperava.
Ver essa cena me emocionou muito e até hoje acontece o mesmo.
A felicidade no rosto do menino não tenho palavras para descrever.
Após a refeição, ele se deitou para dormir, entre os cobertores quentes. A expressão do rosto era de paz.
Nesse trabalho, uma das crianças feridas da história dessa mulher foi acolhida, cuidada e reintegrada ao seu Eu Maior. O resultado esperado é uma melhora significativa ou o desaparecimento da sensação de fome constante.
Angela Cunha
LIndo trabalho!
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